Saúde

Enxaqueca depois dos 40: o que muda?

Hormônios e novas opções de tratamento entram nessa conversa
Só quem convive com enxaqueca sabe o quanto ela pode atrapalhar um dia inteiro. E, para algumas mulheres, o padrão pode se transformar durante a transição para a menopausa.

Na perimenopausa, as oscilações do estrogênio podem influenciar a enxaqueca, especialmente naquelas que já percebem uma relação entre os episódios e o ciclo menstrual. É por isso que, nessa fase, algumas mulheres passam a ter mudanças na frequência ou na intensidade do que já conheciam.

Essa transformação não significa que a enxaqueca vá necessariamente piorar. Depois da menopausa, muitas mulheres apresentam melhora, embora isso não aconteça com todas.

Quando o padrão muda, o acompanhamento médico se torna ainda mais importante para entender o que está acontecendo e avaliar se é necessário ajustar o tratamento. E essa conversa ganhou novas possibilidades no Brasil.

Em 2026, a Anvisa aprovou dois medicamentos da classe dos gepants para a enxaqueca: o rimegepanto (Nurtec ODT) e o atogepanto (Aquipta).

Os dois atuam sobre a via do CGRP, envolvida nos mecanismos da enxaqueca, mas têm indicações diferentes.

O rimegepanto pode ser utilizado tanto para o tratamento da enxaqueca aguda quanto para a prevenção da forma episódica. Já o atogepanto é indicado para a prevenção da enxaqueca episódica e crônica.

A chegada dessas medicações amplia as opções disponíveis, mas não significa que sejam indicadas para todas as mulheres. A escolha depende das características e da frequência dos episódios, do histórico da paciente e da avaliação médica.

Por isso, se a enxaqueca mudou depois dos 40, especialmente durante a perimenopausa, converse com seu médico. Acompanhar a evolução dos sintomas e entender o que mudou é fundamental para definir a melhor estratégia de cuidado.