Saúde

Unhas lascando, descamando em camadas ou com linhas verticais?

Bordas que lascam ao primeiro encontro com a chave na bolsa. A primeira reação é comprar mais um endurecedor com formol, mais uma base de queratina, mais um óleo "milagroso". E nada resolve.
A questão não está na lâmina visível. Está na raiz invisível: a matriz ungueal, o tecido sob a cutícula onde a unha é construída célula a célula, muito antes de aparecer.

O estrogênio é um dos hormônios que mantêm essa matriz hidratada, irrigada e produtiva. Pesquisas publicadas em revistas como o Journal of the American Academy of Dermatology associam a queda hormonal da perimenopausa a alterações estruturais em pele, cabelo e unhas. Tudo o que depende de queratina e de uma boa rede de microcirculação entra na conta.

Quando o estrogênio cai, a matriz produz uma unha que já nasce desidratada. Mais fina. Mais frágil. Com aquelas linhas verticais que parecem riscos a lápis. E sem sustentação interna, qualquer endurecedor de farmácia vira maquiagem sobre um problema estrutural.

A virada começa por dentro. O silício orgânico, presente em aveia, ervilha e banana, participa da formação de queratina e colágeno, e vem sendo estudado como apoio em quadros de fragilidade ungueal pós-45. Biotina, zinco e ferro entram na mesma conversa. Cada um com indicação específica e dosagem que merece avaliação individual.

E tem um detalhe que quase ninguém comenta: o intestino. É lá que esses nutrientes são absorvidos. Na perimenopausa, o microbioma também muda, e uma absorção comprometida significa que o silício do prato e o suplemento da farmácia podem estar passando direto, sem nunca chegar à matriz.

Cuidar de fora segue importante. Esmalte em base de água, pausas entre aplicações, hidratação da cutícula. Mas o trabalho de base é interno: revisar exames, conversar sobre reposição quando indicada, ajustar alimentação, observar o intestino. E aceitar que a unha dos 30 é resultado de uma bioquímica que mudou.